Senhor dos Anéis, uma bela metáfora para os problemas do homem.
O Um Anel, para a todos governar, representa todo desejo obscuro que persiste em nossas mentes.
Aquele que se entrega a esses desejos e prontamente os atende, se reduz a uma vivência progressivamente animalizada, presa as ilusões de poder e das sensações. Como a criatura Gollum que, fruto de desejos de poder, suprime a realidade da personalidade Sméagol, matando logo um amigo no início de seu domínio. Sem arrepender-se Sméagol abandona tudo que havia de bondoso em sua vida de hobbit e torna-se quase um verme cujo único desejo era possuir o Um Anel.
Nem mesmo criaturas mais evoluidas, como os são os Elfos ou os Magos conseguiram resistir a atração do poder. Nem os Elfos quiseram possuí-lo, por prudência, nem os magos. Um deles aliás, também por sede de poder, reverte-se num mago de destruição. Isso mostra como estamos todos igualados nessa missão.
Apenas o pequeno Frodo, à duras penas, consegue carregá-lo por um tempo, mesmo sentindo os efeitos do fardo, não esquece de sua missão: eliminar o Um anel.
No filme, eliminar o Um anel representa desaparecer toda ganância, egoísmo e crueldade do planeta. Representa a reunião de todas as nações de humanos, hobbit, elfos, anões, ents etc. Seres de raças diferentes mas que já não sofrem o “efeito do anel” e portanto podem conviver em paz. No fim, todo o mal é destruído.
Trazendo para nossa vida, é essa luta que devemos empreender diariamente. Lembrarmo-nos que carregamos consigo toda ganância de poder e que a sociedade muitas vezes nos impulsiona a isso, ao egoismo e ao que o prof. Hermógenes, sábio mestre de yoga, nos ensina como normose. Sermos normais significa querer dinheiro, posses, riquezas materiais, acumulá-las e aproveitá-las no campo das sensações, da vaidade, do sexo, do orgulho. É essa normose que todos carregamos no pescoço e que todos no fundo desejamos destruir no vulcão da montanha da perdição.
Graças a Deus não precisamos fazer uma viagem tão longa e sacrificante quanto a de Frodo Bolseiro, com pequenos gestos, gentilezas e caridade podemos sem sofrimento destruir o Um Anel. O importante é escolhamos esse caminho, isso sim deve ser definito, essa escolha conscientemente devemos fazer repetidas vezes. Sempre que o questionamento do Anel nos alcançar.
Encerro com uma citação que considero bem adequada ao filme:
“Tudo o que pudermos fazer no bem não devemos adiar… carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal… NINGUÉM TEM O DIREITO DE SE OMITIR.” Chico Xavier
