Extraído de “O livro tibetano do viver e do morrer” do Sogyal Rinpoche.
“A essência da prática da meditação no Dzogchen está contida nestes quatro pontos:
- Quando um pensamento passado cessou e ainda não surgiu um pensamento futuro, há uma brecha. Nesse preciso instante, não há uma consciência do momento presente, fresca, virgem, em nada alterada por conceitos, uma atenção luminosa e pura? Pois bem, isso é Rigpa!
- Entretanto, a mente não fica nesse estado para sempre, porque outro pensamento subitamente surge, não é assim? Essa é a auto-irradiação de Rigpa.
- No entanto, se você não reconhece esse pensamento pelo que ele de fato é, no instante em que surge, ele se transformará num pensamento comum, como antes. Essa é a chamada “cadeia da ilusão”, e é a raiz do samsara.
- Se você é capaz de reconhecer a verdadeira natureza do pensamento logo que ele surge e o deixa em paz, sem persegui-lo, então quaisquer pensamentos que surjam se dissolvem automaticamente, retornando à vasta extensão de Rigpa, e são liberados.
É preciso uma vida inteira de prática para entender e realizar a profunda riqueza e a majestade desses quatro pontos tão simples e tão fundamentais, e tudo o que posso fazer aqui é dar a você uma amostra da vastidão que é a meditação Dzogchen.”
Dúvidas aos leigos:
Samsara: Um dos vários nomes para uma visão do mundo inciada pela ignorância. Nesse mundo existe duka que é o sofrimento e alegria condicionados. É a visão que a maioria de nós temos.
Quaisquer dúvidas basta comentar!
Om mane padme hum! (Que todos os seres sejão felizes!)
